HIV/AIDS in the Brazilian Workplace

Foreword

The United States of America has made the global fight against HIV/AIDS a major foreign policy priority. Americans continue to show
leadership on this crucial issue wherever they live and work around the world.

President Bush's Emergency Plan for AIDS Relief, focusing on 14 of the most affected countries in Africa, Asia and the Caribbean, is a
prime example of U.S. commitment and leadership on this issue.

Business has an important role to play in addressing HIV/AIDS as well. In part, this is because businesses, particularly those with
operations in the hardest-hit countries, recognize the profound impact of the epidemic on their workforce.

But, just as importantly, many firms -including those in countries where HIV/AIDS has not yet strongly taken hold -recognize the challenge
posed by HIV/AIDS and have moved to the fore as global citizens and leaders by developing HIV/AIDS workplace policies and programs
and addressing the stigma of HIV/AIDS in their corporate cultures.

The ARP Stigma Reduction Program, funded by the U.S.Agency for International Development, and endorsed by the American Chamber
of Commerce of São Paulo, is an important part of these efforts. As part of this program, ARP developed this practical guide on stigma
reduction for employers.
As one part of a broad partnership between the U.S.and Brazil in combating the HIV/AIDS epidemic, those in the business community who are taking a leadership role and making vital
contributions are to be commended and encouraged to continue developing new and innovative responses to the threat that HIV/AIDS poses to the global community.

ABNER MASON
Executive Director
AIDS Responsibility Project

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HIV/AIDS in the Brazilian Workplace English
HIV/AIDS in the Brazilian Workplace Portuguese
ARP Executive Director Abner Mason
speaking about Access to Life Saving
Drugs on a panel in Sao Paulo Brazil
sponsored by ARP.
AIDS
BRAZIL
ARP Executive Director Abner Mason
(r) with John J. Danilovich, U.S.
Ambassador to Brazil, at the
US-AmCham Coordination Summit in
Sao Paulo, Brazil. ARP made a
presentation on the Stigma Reduction
Program at the meeting of corporate
leaders, and representatives of the
U.S. Embassy and U.S. Consulate in
Sao Paulo on April 15, 2005
Abner Mason Makes Pitch for Business Leadership on AIDS at the US-AmCham Coordination Summitt in Sao Paulo, Brazil


April 18, 2005


Fighting HIV/AIDS discrimination in the workplace is not only a question of human rights, but an economic necessity. This was the message
delivered from the AIDS Responsibility Project (ARP), a non-profit organization that is launching its Stigma Reduction Program in Brazil. The
initiative, financed by the U.S. Agency for International Development (USAID), unites government, NGOs and principally the private sector,
and is moving ahead in partnership with the American Chamber of Commerce.

Research conducted by ARP has shown that HIV stigma can cause a series of problems for Brazilian firms, with a drop in productivity, an
increase in health care costs and higher labor costs over the long term. The group calculates that 550,000 people in the Brazilian workforce
are HIV positive, a number that could rise as economic integration with other countries creates greater economic migration.

The principal objective of the program is to incentivize companies to gain the confidence of HIV-positive workers in order to encourage them
to voluntarily disclose their status under strict confidentiality, and to ensure a guarantee of immediate medical treatment. Early treatment for
the disease is the most effective and cheapest response for employers, as costs related to the workplace only intensify as the disease
progresses, said Kevin Ivers, manager of the program.
ARP's proposal is to transfer skills and expertise to Brazil through technical assistance training for workplace conditions for local partners, and to have them adapt such
technical expertise to the culture of the Brazilian workplace. During the three-year program, the project will be financed by the Americans, but intended for long-term
sustainability afterward. Brazil is the second country to feature the program, modeled in Mexico beginning in 2004.

Source: AMCHAM UPDATE
http://www.amcham.com.br
18/01/04 - Artigo de Abner Mason sobre a política de saúde pública do governo brasileiro


Enquanto a AIDS entra na sua terceira década de existência e a devastação mundial que provoca se multiplica, o governo brasileiro
recentemente adotou medidas radicais, visando abordar o que o governo via como uma emergência pública de saúde.  Com a
continuidade dos embates entre interesses nacionais e a crescente globalização, no cenário mundial, as medidas unilaterais tomadas pelo
Brasil para atender às necessidades da população do país, acrescentarão infelizmente maiores ônus e custos aos esforços realizados para
combater a AIDS no futuro.
O conflito existente na questão dos medicamentos contra AIDS possui vertentes nobres em todos os lados do debate: governos que
precisam ajudar seus povos, cientistas que querem curar a doença e preservar a vida, fabricantes que dependem inteiramente de
investimentos e receitas para financiar as atividades de pesquisa e desenvolvimento, assim como uma economia de mercado livre tornando
possível todas as inovações científicas.  Poderemos até vencer algumas batalhas, mas perderemos a guerra contra a AIDS, a menos que
todos estes agentes comecem a trabalhar juntos.

O Brasil, assim como a Índia e a África do Sul enfrentam desafios semelhantes contra a AIDS/HIV e têm o direito e a responsabilidade de
proteger a saúde e o bem-estar de seus povos.  O governo atual e o anterior, mesmo sendo de partidos opostos, respaldaram-se em uma
lei interna que permite a aquisição, a fabricação e a livre distribuição de drogas terapêuticas copiadas para combater a AIDS/HIV, apesar
das convenções internacionais de proteção à propriedade intelectual e patentes.  
No último mês de setembro, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva promulgou um decreto que essencialmente torna nulas as patentes de drogas contra a AIDS, no Brasil, e mantém
firme a ameaça do licenciamento compulsório. Tal ameaça tem por objetivo forçar fabricantes a firmarem acordos de preços, a exemplo daqueles que acabaram de ser finalizados com
várias empresas neste mês.

O governo brasileiro, a exemplo de muitos outros governos no mundo em desenvolvimento, insiste no argumento de que o preço de mercado destas drogas levanta uma barreira
demasiadamente alta para atender às necessidades de saúde de seus povos.  As empresas que investiram bilhões de dólares no seu desenvolvimento perderão a confiança de seus
acionistas e futuros investimentos, se incorrerem em enormes prejuízos decorrentes de sua incapacidade de defender suas propriedades intelectuais no mercado.  E sem estes
bilhões de dólares de financiamento contínuo, os cientistas perderão o impulso adquirido em suas pesquisas e o vírus HIV, sempre mutante, sempre esquivo, sua cura se distanciará
muito, para além de nosso alcance.

Embora as taxas de infecção e de óbitos, no Brasil, tenham se mantido extraordinariamente sob controle, graças às suas políticas de HIV/AIDS, o impacto a longo prazo causado pela
quebra dos direitos de patentes, neste particular conjunto de drogas terapêuticas, provavelmente será devastador para as pessoas portadoras do vírus e da doença HIV/AIDS, em
todo o mundo.  Uma política de cópia contínua, associada à recusa de pagar por novas tecnologias, deixará os pacientes de AIDS de hoje no desalento amanhã.

Obviamente, esta não é a intenção do governo brasileiro, mas é isso que fatalmente acontecerá.  Inovação depende do valor futuro de um produto em desenvolvimento.  Se uma
desvalorização maciça é imposta à força sobre qualquer produto, torna-se impossível financiar a inovação.  Quando nos referimos a produtos capazes de salvar vidas, complexos,
porém ainda imperfeitos e necessitando desesperadamente de constantes aperfeiçoamentos para salvar e proteger vidas, deparamo-nos com uma catástrofe de longo prazo.

Nos Estados Unidos, fomos testemunhas dos perigos causados por este problema nos últimos meses.  Décadas de políticas bem-sucedidas de vacinação de curto prazo
comprometeram a nossa capacidade de lutar contra epidemias passíveis de prevenção.  O governo desenvolveu uma estratégia altamente eficaz, para conter doenças infantis,
segundo a qual cerca de 70% das vacinas infantis são adquiridas no atacado, com preços controlados, e distribuídas aos estados, de acordo com fórmulas definidas.  Contudo, as
medidas tomadas com este objetivo reduziram o número de fabricantes de vacinas de 20 para apenas 4 e a capacidade de desenvolvimento de novas vacinas simplesmente encolheu.

Portanto, quando a última epidemia de gripe atingiu os Estados Unidos e as pessoas começaram a morrer, o governo enfrentou escassez de disponibilidade e deficiências de vacinas.
 A população do país se mobilizou, de forma rápida e impressionante, para ser vacinada, mas por um tempo demasiadamente prolongado não havia vacinas suficientes ou não havia
as vacinas certas, para enfrentar o problema imediato.  Com trágica ironia, as crianças foram as grandes fatalidades da gripe.  O que havia sido um sucesso na proteção da saúde
das crianças levantou questões alarmantes quanto às perspectivas a longo prazo da saúde pública nos Estados Unidos, sobretudo em um momento de ameaças de terror biológico e
novas e agressivas epidemias, a exemplo da SARS.

À medida que o Brasil continue com as políticas aplicadas neste momento, guerras comerciais, ou revanches políticas, este problema somente se agravará.  Todos os lados, inclusive
o governo Lula, devem se engajar em um diálogo construtivo, ter um entendimento que se estenda por meio de fronteiras nacionais e uma total compreensão de que atender às
necessidades humanas do presente e financiar inovações futuras são moralmente iguais em importância e devem coexistir nesta guerra contra a AIDS e outras doenças.

Se não começarmos a trabalhar multilateralmente, com ativistas, governos, corporações e cientistas, unindo suas forças, em estratégias de longo e curto prazo, a AIDS será a
vencedora nesta nova guerra mundial.  E a devastação será enorme demais para se poder compreendê-la.


Abner Mason é o Diretor Executivo do Projeto de Responsabilidade com a AIDS, uma organização não-governamental dos EUA, com sede em Los Angeles.  É membro sênior do
Conselho Consultor Presidencial para HIV/AIDS do Presidente George W. Bush.

To view this article published in Brazil click the link below.
www.agenciaaids.com.br
Rodrigo Calderon, Vice President,
Public Affairs and Communications for
Coca Cola Latin America.
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